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Sessão comemorativa do 10º aniversário
Inserido por: ClaudioBento
Em: 07-04-2006 @ 02:49 pm
 

 

SESSÃO COMEMORATIVA DO 10º ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL NO CLUBE MILITAR EM 7 DE MARÇO DE 2006 -PRONUNCIAMENTOS

Introdução

Com uma expressiva presença registrada no Livro de Presenças da AHIMTB, de 97  assistentes e. sob a presidência do Cel Cláudio Moreira Bento, presidente da AHIMTB e que convidou para presidente de Honra da sessão, como a mais alta autoridade militar presente,  o Exmo Sr Ten Brig do Ar  Otavio Julio Moreira Lima, ex ministro da Aeronáutica e Presidente do INCAER e, para comporem a Mesa Diretora dos trabalhos os presidentes dos Clubes Militar, Gen Ex Luiz Gonzaga Schoroeder Lessa, do Clube da Aeronáutica, Ten Brig Ivan Moacyr Frota e representando o Clube Naval, o Alte Fernando do Nascimento e, mais os Generais de Exército Gleuber Vieira, ex comandante do Exército e membro acadêmico da AHIMTB, ocupante da cadeira Marechal José Pessoa e Alberto de Santos Fajardo, ocupante da cadeira Duque de Caxias do IHGMB e ao qual se deve, como Chefe da Seção de História do EME o apoio a cadeira de História da AMAN,em 1978, para ela editar 3 livros textos que desde então apóiam o ensino de História naquela Academia. Ainda presentes na mesa os acadêmicos eméritos da AHIMTB Gen Div Carlos de Meira Mattos e o Cel Arivaldo Silveira Fontes, 1º vice presidente da AHIMTB. Atuou como mestre de cerimônias o Cel Roberto Barbosa que cooperou com a AHIMTB, procedendo a leitura das Palavras Finais do Presidente da AHIMTB. Como ato comemorativo do 10º aniversário da AHIMTB foi distribuído o Informativo da AHIMTB,O GUARARAPES 48, consultável neste site e retrospecto das realizações da AHIMTB em 10 anos e da constituição atual de seu quadro de sócios .Ao final os presentes a sessão confraternizaram num animado coquetel .  A seguir os pronunciamentos.

1-     Apresentação do novo acadêmico Gen Lessa pelo Presidente da AHIMTB

2-     Recepção do novo acadêmico pelo General Carlos de Meira Mattos.

3-     Elogio de seu patrono Marechal Castelo Branco pelo Gen Lessa

4-     Palavras finais do Presidente da AHIMTB Cel Bento

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Composição da mesa, da esquerda para a direita: Alte Fernando do Nascimento (Representante do Clube Naval), Ten Brig do Ar Ivan Moaryr da Frota (Presidente do Clube de Aeronáutica), Gen Ex Luiz Gonzaga Schroeder Lessa (Presidente do Clube Militar), Ten Brig do Ar Otávio Júlio Moreira Lima (Presidente do INCAER e ex-ministro da Aeronáutica), Cel Cláudio Moreira Bento (Presidente da AHIMTB),Gen Ex Gleuber Vieira (ex-ministro do Exército), Gen Ex Alberto dos Santos Fajardo, Gen Div Carlos de Meira Mattos e Cel Arivaldo Silveira Fontes (Vice-presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - AHIMTB).

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Visão do auditório em momento em que o Presidente da AHIMTB pediu um minuto de silêncio em memória de seu acadêmico emérito Cel Prof Jardro Alcântar de Avellar, falecido no dia anterior e que presidia a Comissão de Concessão da Medalha do Mérito Histórico Militar Terrestre da AHIMTB, nos graus de Cavaleiro, Oficial e Comendador criada em 2003 no bicentenário do Duque de Caxias,patrono da AHIMTB. Presente no auditório o acadêmico da AHIMTB, Alte Esqd Arlindo Viana Filho ex comandante da Esquadra e o Vice Alte Veiga Cabral, vice presidente da ADESG e descendente do heróico General Cabralzinho ao que muito se deve a preservação da soberania do Brasil no AMAPA em 1895, cuja saga é evocada na obra Amazônia Brasileira-História Militar Terrestre 1816-2004,do Cel Bento e prefacio do general  Lessa

APRESENTAÇÃO DO NOVO ACADÊMICO DA AHIMTB

Gen Ex  LUIZ GONZAGA SCHOROEDER LESSA

Pelo Cel Cláudio Moreira Bento Presidente da AHIMTB

E com grande satisfação que a nossa Academia de História Militar apresenta o seu mais novo acadêmico, Gen Ex Luiz Gonzaga Schoroeder Lessa e presidente deste centenário Clube Militar e como preparação para a sua efetiva recepção hoje a cargo do nosso acadêmico emérito General Carlos de Meira Mattos que interpretará as razões da nossa Academia eleger o Gen Lessa, como seu acadêmico.

O General Lessa nasceu em 1º de abril de 1936 em São Leopoldo, filho de Rosalvo de Gusmão Lessa e de D. Maria Schroeder Lessa .É casado com D. Maria Ivaneuza Sapucaia de Oliveira Lessa, aqui presente.

Ele iniciou sua bela e profícua carreira militar em 1952, na Escola Preparatória de Fortaleza. Aspirante a Oficial de Infantaria da Turma Monte Castelo de 20 dez 1956.Sua primeira unidade foi em sua terra natal, no 19 º Batalhão de Infantaria Motorizado . E nele se encontrava no dia 3i de março de 1964 onde segundo fomos informado pelo hoje General Flávio Oscar Maurer que na ocasião foi agredido a bala por um subordinado.

Cursou a EsAO, e em seguida a ECEME, onde doutorou-se em Arte e Ciência Militar. Cursou em Forte Leavenworth/EUA  a Escola de Comando e Estado - Maior e a de Mestrado em Arte e Ciência Militar onde defendeu tese sobre Segurança Militar do Atlântico Sul. Coronel, comandou em Brasília o Batalhão da Guarda Presidencial que tem por denominação histórica o titulo do Patrono do Exército e de nossa Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

Oficial general a partir de 1988, foi diretor de Informática, ramo do qual cursara vários cursos .Comandou a 6ª Região Militar, Região João Thomaz Cantuária e a histórica 1ª Região Militar, Região Marechal Hermes da Fonseca. Como General de Exército chefiou o DGS e comandou os CMA e CML. Neste encerrou a sua carreira na ativa em janeiro de 2001 por haver atingido a idade limite e com mais de 44 anos de bons serviços ao Exército reconhecidos com a sua Medalha Militar de Ouro com passador de platina.

Fez jus a inúmeras condecorações da quais mencionamos as Mérito Militar do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e das Forças Armadas e a Medalha Marechal Hermes da Fonseca por aplicação e estudo. Outras distinções Medalha da Legião de Honra da França e a Internacional Prêmio Nobel da Paz pela Noruega, como ex integrante de Forças de Paz da ONU.

A maior marca  de sua obra de vida é a sua estremada dedicação apostolar a segurança da Amazônia Brasileira  contra pressões internacionais reais e potenciais sobre a suas riquezas,tentando vencer a indiferença e até alienação nacional, sobre os graves problemas que até ameaçam a nossa soberania naquela área estratégica se os brasileiros não voltarem seriamente as suas melhores atenções para ela .Sua campanha de esclarecimento em defesa preventiva de nossa soberania sobre a Amazônia se assemelha,ao nosso ver, a intensa e vitoriosa campanha liderada por Olavo Bilac em prol do Serviço Militar Obrigatório face as ameaças que pesavam sobre o desarmado Brasil, com forças  profissionais e sem formação de Reservas,  estas confiadas ao Tiros de Guerra Contexto em que foi criada neste Clube Militar a Revista A Defesa Nacional

E nesta sua memorável, patriótica e consciente pregação o General Lessa 3 vezes realizou palestras no Congresso Nacional, e mais nas escolas do Exército AMAN, EsAo,  ECEME, IME Escola de Guerra Naval, na AFA e  Associação de Pilotos de Caça da FAB, no Clube de Subtenentes e Sargentos do Rio e neste Clube Militar que preside pela 2ª vez e numa enorme quantidade de outros locais, como na ABI  etc Foi entrevistado pelas TV Senado, Bandeirantes,CNT,Rede Amazônia e pelas rádios Bandeirantes, Jovem Pan etc

Foi de sua brilhante,vibrante e convincente palestra sobra a Amazônia na AMAN que ele nos despertou para a relevância da questão, nos levando a escrever para a ECEME  no comando do Gen Ex Paulo Cesar de Castro, nosso solidário acadêmico e patrocínio da FHE-POUPEX a obra,

Amazônia Brasileira –Conquista. Consolidação e Manutenção –História Militar Terrestre da Amazônia 1616-2004.Porto Alegre: Metropole.2004.

Obra pelo General Lessa prefaciada e posfaciada pelo hoje falecido Gen Claudimar Nunes . Obra esta que pioneiramente  integra, com acessibilidade pela Internet, todas as monografias de alunos da ECEME e de seu CPAEx  relacionadas com a Amazônia e que faz um retrospecto crítico  de todas as lutas internas e conflitos externos que envolveram a Amazônia Brasileira e as pressões internacionais sobre ela que foram vencidas por nossos antepassados.

Era impositiva esta síntese   de  apresentação do soldado e cidadão General Lessa, cuja obra histórica militar terrestre relevante será abordada  e interpretada pelo acadêmico emérito General Carlos de Meira Matos .

Convidamos o acadêmico emérito General Carlos de Meira Mattos a fazer a recepção do novo acadêmico

RECEPÇÃO DO GEN EX LUIZ GONZAGA  SCHROEDER LESSA, POR OCASIÃO DE SUA POSSE  COMO MEMBRO ACADÊMICO DA AHIMTB EM 7 MARÇO 2006

Gen Div Carlos de Meira Mattos

Acadêmico Emérito o Comendador do Mérito Histórico Militar Terrestre da AHIMTB

A Academia de Historia Militar Terrestre do Brasil , reúne-se hoje, em sessão solene, para receber em seus quadros,  a figura ilustre  do gaúcho de S Leopoldo, o General Lessa .

Este evento merece algumas considerações sobre  a razão do convite e do orgulho desta casa  de cultura histórica  militar terrestre, em incorporar entre os seus membros o Gen Lessa ;

O saber histórico desde a Antigüidade, consagrado por Heródoto, vem passando por  significativo processo de evolução . Através séculos, foi a ciência do registro  dos acontecimentos, verdadeiro calendário  descritivo . No final do século XVIII,  o notável cientista italiano Giambattista Vico . com o seu livro “ A Ciência Nova “, revolucionou o conceito de ciência social, e  seu seguidor, .o  historiador  gaulês Lucien Michelet ( A História da Revolução Francesa ) deu  nova abrangência  ao conhecimento  histórico, inaugurando sua nova fase, a da  História  Interpretativa .

O terceiro passo evolutivo da ciência histórica  aconteceu na primeira metade do século XX,  marcada  principalmente pelas obras de Lucien Fevbre e Jacques Lê Goff, criando a Dialética da História, como que a desvinculando da ditadura exclusiva do passado, formulando a interpretação sempre atuante da oposição “ passado – presente.

Dentro deste conceito moderno, dentro de uma interpretação do “tempo histórico” de Braudel,.. podemos consagrar como cultor da história, aquele que interpreta o presente com a sabedoria  da dialética “passado –presente! conforme nos ensina o grande historiador francês Le Goff, ao qual já nos referimos .

É nesta  qualificação de cultor da história e que a nossa  Academia  de História Militar Terrestre do Brasil ora acolhe  o Gen Luiz Gonzaga Schoroeder Lessa  . Seu currículo ora sintetizado pelo Cel Cláudio Moreira Bento presidente da AHIMTB e em nome da mesma,é riquíssimo em  serviços profissionais, altamente meritórios prestados ao Exército e ao País,  salientando  uma inteligência privilegiada, uma cultura geral invejável  e uma dignidade exemplar, que sempre se mantiveram fiéis e devotadas ao estudo e á pregação da defesa dos grandes problemas do Brasil . E, é, nesta interpretação das grandes questões pátrias . na dialética “ passado- presente” que o Gen Lessa se associa a esta  Academia de História Militar Terrestre do Brasil. .  

Entre as grandes causas nacionais, para ficar no nosso presente . o General  Lessa vem     se distinguindo na coragem, clareza e saber histórico com que se empenha na defesa de nossa Amazônia ameaçada pela cobiça internacional. Tem se desdobrado em conferências, palestras, conversas, por todo o Brasil,em nossas escolas, universidades, sociedades civis,buscando conscientizar a  Sociedade Brasileira dos perigos que rondam a nossa integridade territorial

Patriota e lutador incansável, lembra-nos  a figura heróica de outro gaúcho, Plácido de Castro, no fervor de sua luta pela nossa integridade territorial da Amazônia. . Estará fazendo história no registro póstero de sua luta . Nesse registro, o seu presente se tornará passado,como  prevê a Dialética da Historia .

Nossa Academia de História Militar Terrestre do Brasil   hoje no seu 10º aniversário de fundação,se orgulha em incorporar aos seus quadros,um  emérito cultor da nossa história e um dos mais autênticos representantes da elite pensante  do  Exército Brasileiro .    Seja muito bem-vindo General Lessa   ao seio de nossa Academia como ocupante da cadeira Marechal Humberto Castello Branco . Tomais assento, a casa e vossa.

ORAÇÃO DE POSSE NA ACADEMIA

DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL DO BRASIL

Gen Ex Luiz Gonzaga  Schoroeder Lessa

Integrar a Academia de História Militar Terrestre do Brasil é uma daquelas agradáveis surpresas que motivam-nos, enchem-nos de orgulho e afagam o nosso ego, na esperança de poder contribuir com pesquisas e estudos sobre a história militar do nosso Exército.

Muito em especial, desejo apresentar os meus agradecimentos ao Cel Cláudio Moreira Bento, batalhador, historiador de longa cepa e emérito fundador desta Academia, à qual vem dedicando todo o seu trabalho, atenção e competência ao longo desses últimos anos, possibilitando sua atuação eficaz e coordenada ao longo de todo o território nacional, refletida na excelência e profundidade dos trabalhos que vem produzindo.

Muito lhe agradeço, Cel Bento, pela gentileza do seu convite e pela confiança depositada neste camarada de armas, que teve o privilégio de privar da sua experiência pessoal e profissional em inúmeras oportunidades ao longo das nossas vidas dedicadas ao Exército.

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O novo acadêmico da AHIMTB, General Lessa quando fazia o elogio de seu patrono de cadeira, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e dos acadêmicos eméritos a que sucedeu na citada cadeira Cel Elber de Mello Henriques e General Hélio Ibiapina Lima

e estadista da mais alta estirpe, o Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, que deixou seu nome indelevelmente ligado ao moderno Exército Brasileiro, e à história do nosso País, pelo audacioso e profundo programa de reformas de base que implementou como primeiro Presidente do Movimento Revolucionário de 1964.

Ocuparam, também, com muito destaque a cadeira 17 que ora assumo, os insignes Cel Art Elber de Melo Henriques e Gen Bda Helio Ibiapina Lima, possuidores de invejáveis perfis biográficos, hoje, alçados às posições de acadêmicos eméritos.

Por benfazeja coincidência, tanto o Patrono – Marechal Castello Branco – como os acadêmicos eméritos citados têm as suas raízes e origens no belo e acolhedor estado do Ceará, ao qual, também sou profundamente ligado, por ter começado a minha carreira militar na saudosa Escola Preparatória de Cadetes de Fortaleza,  a herdeira das tradições do vetusto Colégio Militar do Ceará, cursado pelos três chefes militares que me antecederam nesta Academia.

Assim, pois, somos todos cearenses, de origem ou adotado, o que torna mais singular os destaques que doravante passo a fazer:

- Cel ELBER DE MELO HENRIQUES

- Nascido em Fortaleza – Ceará – em 11 de fevereiro de 1918 teve carreira brilhante como destacado oficial de Artilharia, construindo uma invejável folha de serviços, na paz e na guerra, à qual agregou um honroso elogio por bravura e a outorga da cruz de combate, que lhe foram concedidos no exercício das suas arriscadas funções de observador aéreo da Artilharia na FEB.

Desde muito jovem, ainda no Colégio Militar do Ceará, se destacou como amante das letras, vindo mais tarde a publicar dois livros – a FEB 12 DEPOIS e UMA VISÃO DA ANTÁRTIDA – que relatam a atuação da 1ª DIE nos campos de batalha da Itália e a sua preocupação com a importância estratégica do continente gelado para o Brasil.

Foi membro dos Institutos Histórico e Geográfico Brasileiro, de Geografia e História Militar do Brasil, Brasileiro de Estudos da Antártida e do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos.

Faleceu em 25 de julho de 2005.

- Gen Bda HELIO IBIAPINA LIMA

- É com emoção que o saúdo, meu caro Gen Ibiapina, por ter tido a honra de sucedê-lo na presidência do Clube Militar, função que o senhor tão honrosamente exerceu e dignificou ao longo de seis anos.

Forçosamente incompleto, tenho ciência de que não poderei relatar nesse elogio imposto pela praxe acadêmica, que cumpro com imensa alegria, a figura humana e os perfis pessoal e profissional desse destacado chefe militar, filho de Elpídio Lima e de Benvinda Ibiapina de Oliveira Lima e que veio ao mundo na bela Fortaleza, aos 17 dias do mês de maio de 1919.

Sua longa carreira militar foi iniciada no Colégio Militar do Ceará, que concluiu em 1º lugar, tendo recebido o diploma de agrimensor. Cursou a Escola Militar do Realengo onde foi declarado aspirante de Engenharia em 1938.  Homem do nordeste, foi um peregrinador pelo Brasil afora. Sua primeira Unidade como oficial foi o 1º Batalhão Ferroviário, com sede em Santiago – RS, dando início a uma vida intensamente dedicada a construção de estradas, promovendo com o seu labor, competência e dedicação a integração do país e o desenvolvimento nacional.

Foi um obreiro, um construtor, por excelência.

Atuou na construção dos trechos ferroviários de Pelotas – Canguçu – Caçapava – São Sepe; na rodovia São Paulo-Cuiabá; no tronco sul ferroviário entre Vacaria-RS e Lages-SC. Construiu barragens, aeroportos, poços artesianos; socorreu milhares de flagelados da seca nordestina.

Cursou a ECEME nos anos de 1953/1955.

Comandou o 1º Batalhão de Engenharia, em Caicó – RN, e o 2º Batalhão Rodoviário, onde sua vocação de construtor, de empreendedor, foi posta à prova.

Serviu na 7ª RM e em 1963, foi transferido para o IV Ex e a partir do dia 2 de abril de 1964 recebeu a missão de presidir um Inquérito Policial Militar para apurar a extensão da infiltração marxista e subversiva na área do IV Ex. 

Na Escola das Américas cursou Informações e Contra-Informações e esteve como Adido das Forças Armadas, em Quito, Equador, de 1969/1971.

Seu mérito e dedicação ao Exército foram reconhecidos, com todas as suas promoções por merecimento, alcançando o generalato em março de 1975, quando foi designado para comandar o 2º Grupamento de Fronteira, em Cascavel-PR. Foi, também, Diretor de Engenharia, permanecendo nesta função até maio de 1979 quando passou para a reserva, vindo a residir na cidade do Rio de Janeiro.

Tendo cursado a ESG em 1973 a ela retornou em 1990 para obter o grau de mestrado em Política e Estratégia.

Foi casado com a Sra Zilma Cabral Ibiapina Lima, com quem teve a felicidade de celebrar suas bodas de ouro em março de 1993.

Dessa feliz união nasceram suas filhas Helena, Halene, Helane e Hugo, que devotam-lhe muito esmero, cuidados e amor.

Em maio de 1996 foi eleito presidente do Clube Militar, função que desempenhou com invejável brilho e dedicação até junho de 2002, sendo reeleito em dois períodos.

Publicou vários livros didáticos e outros ligados à doutrina da ESG.

Atuou como jornalista e colaborador em jornais de grande circulação nacional, neles incluído a Tribuna do Ceará, o Correio do Povo, o Estado de Minas, A Tarde, o Ombro a Ombro, Letras em Marcha e Inconfidência.

Tomou posse na cadeira 17 da Academia de História Militar Terrestre do Brasil em 25 de setembro de 2000, da qual ora se afasta alçado à posição de acadêmico emérito.

Meus cumprimentos caro Gen Ibiapina.

É uma honra muito grande poder sucedê-lo.

Cabe-me, agora, destacar a figura do Patrono da cadeira 17 – Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, chefe militar que pela sua estatura e competência marcou profundamente o Exército e o Brasil.

Tarefa difícil, pela grandeza da figura humana em destaque. Pretendo fazê-lo retratando, fundamentalmente, as suas reflexões, os seus julgamentos, as suas ações que influenciaram e continuam a influenciar a formação profissional dos quadros do Exército e, mesmo, a vida política do País, a despeito de todo o patrulhamento ideológico em curso.

Valho-me para tanto de um excelente trabalho preparado pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e que serviu de base para  conceder-lhe a denominação histórica de Marechal Castello Branco.

Refletindo os acontecimentos político-militares da década de 1930, sob o pseudônimo de Coronel “Y”, assim se expressou o futuro Marechal:

“- A farda não é uma barreira às justas ambições de um patriota, muito menos uma condição de inferioridade intelectual ou moral do militar em relação ao civil”.

Ao mesmo tempo, criticava, veementemente, a participação de militares na política:

“... O militar, antes de tudo, pertence a uma classe, faz parte de uma hierarquia, concorre em promoções a contar do tempo de serviço em seu próprio benefício. Passando a desempenhar uma função civil, é militarmente lógico e individualmente honesto que ele se torne um egresso de sua classe.

Pertencer ao Exército e exercer, ao mesmo tempo, um cargo político, ter acesso aos postos militares como deputado ou funcionário civil, é estabelecer um paralelismo de exercício de funções incompatíveis, é dar ao militar uma situação de privilégio, perniciosa aos quadros oficiais, lesiva e prejudicial aos direitos dos que trabalham nos cargos da profissão das armas...”

Ao assumir o comando do Batalhão de Infantaria na Escola Militar do Realengo, em 1941, dirigiu-se aos seus cadetes, que seriam mais tarde os tenentes da FEB:

“Sinto-me feliz e honrado com a oportunidade do nosso primeiro  encontro ser no terreno e em particular aqui no campo de instrução. O emprego das pequenas unidades de infantaria não se aprende na sala de aula com base nas cartas; é aqui que vamos trabalhar, e trabalhar duro, intensamente, dia após dia... Previno-os que estarei ao seu lado nos mínimos detalhes cobrando e ouvindo suas decisões, criticando, aconselhando, fazendo repetir a manobra quantas vezes julgar necessário até que a julgue correta e adequada à situação criada. Não tenham receio de expor francamente suas idéias e decisões por mais absurdas que possam parecer. O combate não é um esquema rígido e não obedece a fórmulas para sua solução.”

Entre os muitos elogios que o comandante da FEB, General Mascarenhas de Moraes, consignou ao seu chefe de 3ª Seção – Ten Cel Castello Branco – cabe realçar:

“...manteve freqüente contato com todas as frentes, em deslocamentos sucessivos que atestam um grande valor físico. Quando a situação parecia indecisa, nunca vacilou em ir às primeiras linhas, sob pesados e certeiros bombardeiros inimigos, levar o pensamento do Comando e interpretá-lo por uma decisão nas ocasiões difíceis. É uma figura de Chefe que se impõe, que sabe respeitar e acatar a autoridade e o prestígio do Comando.”

Já como general de brigada, comandante da ECEME, dirigindo-se aos seus alunos e buscando quebrar padrões até então muito enraizados nos quadros, explicou a diferença entre tradição e rotina, duas palavras tão caras a quantos viveram ou vivem a vida castrense.

 “Não confundamos tradição com rotina. A rotina é a tradição corrompida, deturpada, morta, ao passo que a tradição é a conservação do passado vivo. É a luta contra a morte do passado, É a entrega, a uma geração, dos frutos da geração passada. Separar o que merece durar. Deixar sair o que merece perecer.”

No dia 20 de março de 1964, como chefe do EME, então no Rio de Janeiro e inconformado com o quadro político vigente no País expediu uma das suas mais difíceis e conflituosas circulares para quem se encontra no serviço ativo das armas, ele que por essência, formação e estilo de vida fora sempre um legalista.

“... Os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de Governo, muito menos a sua propaganda, mas para garantir os poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei. Não estão instituídos para declarar solidariedade a este ou aquele poder.”

Naquele instante, segundo o General Meira Mattos, Castello Branco mostrava a todos que, entre a lealdade ao governo que traía a Constituição e a lealdade à própria Constituição, a escolha fora feita. Ficou com a segunda opção, reconhecendo que a observância à legalidade conduziria o País ao comunismo.

Castelo Branco tomou posse como Presidente da República no dia 15 de abril de 1964, procurando empreender um governo forte e íntegro, sempre grato ao Exército Brasileiro. Na verdade, o Marechal foi mais do que um político, foi um estadista. Era impessoal em suas decisões, tinha a visão histórica do cargo e suas responsabilidades perante a Nação. Surpreendeu a todos ao não fechar o Congresso, ao manter a liberdade de imprensa e ao afirmar sua decisão inabalável de não se perpetuar no poder.

No seu governo de 1000 dias, nas palavras de Roberto Campos, foram desenvolvidos três projetos: um econômico, um político, um social.

Neste contexto, no campo econômico, modernizou todo o arcabouço institucional da economia: Código Tributário, Estatuto da Terra, criação do Banco Central, Lei do Mercado de Capitais, Código de Minas, além de combater ferozmente a inflação.

Na política, insistiu na redemocratização do País, reformou as leis partidárias, o Código Eleitoral e reconstitucionalizou o País com o voto do Congresso, em 1967.

No campo social, tinha um projeto ousado, porém racional e articulado. Defendia a democratização de oportunidades.

Democratização à habitação, pelo Sistema Nacional de Habitação.

Democratização do acesso a terra, pelo Estatuto da Terra.

Democratização da educação, via introdução do salário-educação para o ensino primário, concessão de bolsas de estudo administradas pelos sindicatos, e obrigatoriedade e gratuidade para o ensino dos 7 aos 14 anos na rede oficial.

Destaca-se ainda, a criação do FGTS.

Em discurso proferido na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, em 4 de julho de 1964, quando era alvo de várias críticas públicas que lhe lançava a imprensa, manifestou a sua preocupação de sempre afastar o Exército dos apaixonados embates políticos, deixando à mostra, de forma cristalina, as suas reflexões sobre o papel da Força Terrestre e como deveriam se portar os seus integrantes, o oficial de carreira, face ao governo vigente:

“... Finalmente, dizem que o governo se entrega a cambalachos e conluios políticos. Isto não é uma injustiça, é um agravo. Também aprendi, em Realengo, nos quartéis, nos Estados-Maiores, em convívio de grande camaradagem, a ser digno, a ter decoro na execução de qualquer missão. E também aprendi a dignidade de que não devo me perpetuar em explicações em torno de injúrias como esta. Agora, parece que me é permitido de vos falar e mesmo de vos perguntar qual é a vossa posição.

Será de solidariedade ao governo? Não. Porque o Exército não é um partido político para apresentar solidariedade ao governo ou a quem quer que seja. Quem tem o direito de apresentar solidariedade tem o direito de apresentar desaprovação.

O governo espera vosso apoio? Não. O Exército Nacional não é uma associação para manifestar, aqui, ali e acolá, o seu apoio a este ou àquele elemento, porque também terá o direito de desapoiar. Acho que vossa posição será aquela que ides encontrar no dever militar. Daqui a pouco, estareis na tropa, com outros oficiais, com os soldados vossos comandados. E, então, desempenhando as vossas funções de comandantes tereis, sem dúvida, realizado aquilo que o governo preconiza e vos lembra, mas que o Brasil espera: a garantia de segurança nacional. Infeliz o Exército que deve estar em suas posições de combate para dar apoio ou solidariedade aos governantes ou à oposição. Desgraçado do governo que esteja à espera dessa solidariedade e desse apoio. O governo procura cumprir suas obrigações, e não desonrar o vosso dever militar.”

Ao transmitir o seu governo ao Presidente Costa e Silva dá uma magnífica lição de estadista e de patriota, preocupado, unicamente, na defesa dos interesses maiores da Nação Brasileira.

“Não quis nem usei o poder como instrumento de prepotência. Não quis nem usei o poder para a glória pessoal ou a vaidade dos fáceis aplausos. Dele nunca me servi. Usei-o, sim, para salvar as instituições, defender o princípio de autoridade, extinguir privilégios, corrigir as vacilações do passado e plantar com paciência as sementes que farão a grandeza do futuro... E se não me foi penoso fazê-lo, pois jamais é penoso cumprirmos o nosso dever, a verdade é que nunca faltaram os que insistem em preferir sacrificar a segurança do futuro em troca de efêmeras vantagens do presente, bem como os que põem as ambições pessoais acima dos interesses da Pátria. De uns e outros desejo esquecer-me, pois a única lembrança que conservarei para sempre é a do extraordinário povo, que na sua generosidade e no se patriotismo, compreensivo face aos sacrifícios e forte nos sofrimentos, ajudou-me a trabalhar com lealdade e com honra para que o Brasil não demore em ser a grande nação almejada por todos nós.”

Homem de mentalidade audaz e criativa acreditava fielmente na disciplina, na obediência baseada no auto-respeito, na lealdade, no espírito de corpo e no cumprimento do dever.

Entendia que os militares deveriam integrar-se à sociedade e para isso deveria ampliar e diversificar seus conhecimento. Temia os processos de enfraquecimento que a Força costumava passar, principalmente nos momentos de escassez de recursos.

Quantas lições para os dias de hoje, quando vemos a Nação enfraquecida e desestimulada pela onda de corrupção que campeia atingindo todos os poderes da República, em  nível jamais visto na nossa história, inoculando com o desamor, a falta de patriotismo e a desesperança, a juventude que, patética, amortecida, não vê horizontes para o País.

Quanta frustração, ao constatarmos os milhões de brasileiros que continuam na marginalidade, abaixo da linha da pobreza, num triste quadro que cada vez mais se afigura sem solução e que nos compromete na comunidade internacional.

Quanta revolta, quando testemunhamos o país virar balcão de negócios, com suas riquezas e mesmo seu território ser oferecido como moeda de troca nas transações internacionais, tudo justificado num apatriótico modelo que tudo perdoa e unge sob as bênçãos da globalização.

Enfim, quanta falta de homens públicos em quem confiar para promover a legítima defesa dos interesses maiores da gente brasileira.

Longe do desestímulo, da falta de fé, da desesperança é preciso realçar essa vergonhosa situação para que a reação floresça e a Nação passe a se orgulhar do grande destino que lhe está reservado e que um dia, a despeito das imensas mazelas que nos cercam, haveremos de alcançar.

Desculpem-me o desabafo, mas nesta casa, tão rica em lições e feitos que mudaram o nosso País, existirá sempre o espírito de luta e a esperança por dias melhores.

Finalizando, muito agradeço a presença de todos pelo apoio que me conferiram, possibilitando que esta cerimônia se revestisse de brilho e destaque.

Em especial, o meu profundo e respeitoso agradecimento, ao General Meira Mattos, que mesmo adoentado, não se furtou à minha solicitação para que fosse o introdutor do meu nome nesta Academia.

General Meira Mattos! O senhor é quase uma lenda para todos nós que temos o privilégio de privar da sua amizade, do seu companheirismo, das suas idéias e reflexões sobre o nosso Brasil e das suas esperanças de um país melhor, mais justo e fraterno para os nossos netos.

Fico-lhe imensamente agradecido e envaidecido pelas suas palavras e, muito mais, pelo seu desprendimento e disposição em aqui estar, superando sacrifícios, lembranças, dores e desconfortos, para saudar-me.

Que Deus continue a guardar e iluminar sua vida de lutas, na paz e na guerra, em prol desse nosso Brasil. Muita saúde, meu caro General.

A todos, o meu mais penhorado agradecimento.

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O Ten Brig Otávio Júlio Moreira Lima, presidente do INCAER e de Honra da sessão histórica do 10ºaniversário da AHIMTB, entregando em nome desta a pedido de seu presidente Cel Bento, a direita, o diploma de acadêmico do Gen Lessa.

PALAVRAS FINAIS NO ENCERRAMENTO DA SESSÃO SOLENE  COMEMORATIVA DO 10 º ANIVERSÁRIO DA AHIMTB

NO CLUBE MILITAR, EM 7 DE MARÇO DE 2006

Cel Cláudio Moreira Bento

Presidente da AHIMTB

Hoje, depois de 10 anos de fundada, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil(AHIMTB) comemora o seu 10º aniversário de criação neste centenário do Clube Militar que foi, instrumento decisivo para a Proclamação da República e da Abolição da Escravatura e palco e instrumento memorável da vitoriosa campanha nacional “O Petróleo é nosso”, do qual o Brasil atingiu em produção, sua auto-suficiência, E sem se esquecer que  também foi o palco da criação em suas dependências, da vitoriosa Revista A Defesa Nacional, já com 83 anos de marcantes e relevantes serviços a Defesa Nacional.

Queira Deus  que nossa Academia de História Militar Terrestre perdure na sua ação e seja entendida, consagrada, reconhecida e estimulada a sua luta em prol do Objetivo Atual nº 1 do Exército, de Pesquisar, preservar, cultuar e divulgar a História, as Tradições e os Valores morais, culturais e históricos de nosso Exército.

Hoje, nesta seção memorável, e espero que histórica, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil empossou como seu acadêmico o General de Exército Luiz Gonzaga Schoroeder Lessa, ao qual o Brasil está a dever a notável e oportuníssima conscientização por ele promovida,ao deixar o Comando Militar da Amazônia, da importância da Amazônia Brasileira e da relevância da mesma para o futuro nacional e como alvo de constantes pressões internacionais para desnacionalizá-la e dominar suas enormes riquezas representadas por sua água doce, riquíssima biodiversidade e riquezas minerais, como o nióbio, essencial para formar a liga de aço para a fabricação de foguetes, segundo o General Paulo Roberto Correia de Assis em seu artigo A Amazônia e a Hipocrisia do 1º Mundo. Artigo que tem outra face que denominaria A Amazônia e a alienação nacional, que o general Lessa, com sua ação apostolar, conseguiu muito sucesso, mas sem conseguir alterar a alienação da Sociedade Civil Brasileira e creio da mídia brasileira em relação a Amazônia. Que nossa Academia se beneficie também de sua atuação apostolar e garra para que ela permaneça atuando no cenário militar terrestre nacional, por sua relevância profissional militar .

O General Lessa ocupou a cadeira Marechal Humberto Castello Branco, expressivo pensador militar brasileiro e mestre em História Militar Terrestre Crítica, como nos foi revelado na obra O pensamento militar do Marechal Castello Branco, editada pela ECEME. Escola centenária que hoje o tem como seu patrono, o qual sonhava com uma doutrina militar terrestre brasileira genuína, ou uma doutrina militar Tupiniquim. Sonho já conquistado a duras penas pelas grandes nações, potências e grandes potências integrantes do G8, como aprendemos .como conquistaram este status como instrutor de História Militar na AMAN de 1978/1980.

Sonho em que acreditamos o marechal foi despertado  pela Missão Militar Francesa,a qual um oficial brasileiro solicitou que lhe ensinasse Estratégia e Táticas brasileiras, ao que ela respondeu que esta resposta  se encontrava embutida no nosso patrimônio cultural militar terrestres acumulado em quase 5 séculos de lutas internas e externas, predominantemente vitoriosas. E este tem sido um dos sonhos e objetivos da nossa Academia, como é demonstrado em seu informativo o Guararapes 48 a ser aqui distribuído.

O General Lessa foi recebido em nome da nossa guerreira AHIMTB, por seu ilustre acadêmico emérito, General Carlos de Meira Mattos, notável historiador e geopolítico brasileiro, que foi o primeiro acadêmico a ser empossado em nossa Academia. Soldado contemporâneo notável que julgamos ser o mais experimentado da atualidade, como soldado paulista revolucionário de 32, combatente da FEB, encarregado de assumir o comando de uma perturbada companhia em Guanela na FEB . Depois ajudou seu comandante Marechal Mascarenhas de Morais, seu patrono em nossa Academia,  a escrever a História da FEB e mais tarde biografar nosso marechal., General Meira Mattos que comandou e preservou a História da missão do Brasil em São Domingos, em nome da OEA,além de outras missões de Segurança Interna expressivas.

A Academia dentre os seus objetivos destaca  a sua preocupação em levantar experiências doutrinárias militares brasileiras genuínas, para subsidiar a hipótese do desenvolvimento de uma Guerra de Resistência na Amazônia, a estratégia do fraco contra o forte, como a definiu o Cel Golbery do Couto e Silva, em sua obra Planejamento Estratégico em 1955.

Guerra de resistência ou de guerrilhas baseadas em doutrinas militares brasileiras genuínas, como Guerra Brasílica que conseguiu expulsar os holandeses do Nordeste do Brasil em 1654, a Guerra a Gaúcha que conseguiu expulsar e manter fora do Rio Grande do Sul os espanhóis em 1776, sem esquecer a Guerra Amazônica liderada pela Capitão  Pedro Teixeira que conseguiu expulsar da nossa Amazônia os holandeses e ingleses que ali haviam se fixado. E ali, mais  as guerras de resistência no Amapá e no Acre lideradas pelo general Cabralzinho e Plácido de Castro, enfrentando forças regulares estrangeiras . Guerras de Resistência  que ajudaram a definir o destino brasileiro do Amapá e do Acre .

E mais experiências de guerra de Resistência teve o Brasil, como a secular Guerra do Mato, desenvolvida por ambos os condutores na Guerra dos Palmares. Modalidade que o guerrilheiro José Bonifácio,contra forças de Napoleão em Portugal,, planejava  desenvolver no Brasil, caso ele fosse invadido. Enfim, doutrinas militares terrestres genuínas que solucionaram graves problemas do Brasil, sem o concurso das doutrinas militares que nos têm influenciado: a espanhola, a inglesa, a alemã, a francesa e, a norte-americana desde 1939.

A História Militar Terrestre do Brasil que nossa Academia se concentra-se é o seu ramo História Crítica, ( ou Interpretativa, como referiu o General Meira Mattos)aquela de cuja analise, a luz dos fundamentos da Arte e Ciência Militar, o soldado desenvolve a sua cultura profissional e o pensador militar dela retira subsídios doutrinários . E não prioriza  a História Descritiva, que é escrita e divulgada sem a preocupação com a aprendizagem da Arte Militar e a coleta de subsídios que possam contribuir para o desenvolvimento de uma doutrina militar terrestre brasileira, Infelizmente este ramo tem predominado entre nós.    

A Academia comemora seu 10º aniversário neste Clube Militar distribuindo o seu Informativo O Guararapes 48, uma prestação de contas moral do quanto ela realizou nestes 10 anos e de quantos membros arregimentou por todo o Brasil.

E disto ela possui imenso orgulho e satisfação do dever muito bem cumprido. E sua continuação depende de um apoio mais efetivo e oficial de parte das autoridades brasileiras que possuem o dever de Estado pelo desenvolvimento desta relevante tarefa da qual  a Academia apresenta o que tem realizado no seu citado O Guararapes 48.

Foi um imenso prazer retornar a este Clube Militar do qual fomos no seu centenário o seu Diretor  Cultural e de sua Revista, sendo que no seu número 280 – Edição Histórica do seu centenário, conseguimos participar ativamente como historiador e coordenar os esforços de ilustres dirigentes  do Clube, e de historiadores que aceitaram nosso convite e desafio para resgatar 100 anos de História do Clube, os quais aqui recordo na ordem em que ali apaarecem: o Gen Ex Heraldo Tavares Alves, General Jonas Correia (que coordenara a Revista do Cinqüentenário), Américo Jacobino Lacombe, Vicente Tapajós, General Umberto Peregrino, Cel Cláudio Moreira Bento, Almirante Prado Maia, Cel José Fernando Maia Pedrosa, Prof. Guilherme Andréia Frota, Cel Elber de Mello Henriques, General Francisco de Paula Azevedo Pondé, Cel Amerino Raposo Filho, Comandante Dino Willy Cozza, Maj Genino Cosendey, Prof. Antonio Pimentel Winz, Gen Alberto Martins da Silva, Gen Morivalde  Calvet Fagundes, Cel Asdrúbal Esteves e Cel Francisco Ruas Santos.

Revista do Clube Militar que a nossa Academia colocará em seu site seu índice geral que tornará possível consultar informações de todo o seu conteúdo, com apoio em índice da mesma elaborado por nós em 1978. E de igual forma o seu Informativo O Guararapes, com toda a sua coleção já na Internet e com índice do mesmo tipo do que o da Revista do Clube Militar. E finalmente serão indexados todos os 38 números dos livros de posses para serem consultados o seu conteúdo através do site da Academia, hoje já com mais de 42.000 visitas.

Agradecemos a presença dos que prestigiaram esta cerimônia do 10º aniversário, solicitando se possível, que leiam com atenção o conteúdo do O Guararapes 48, comemorativo desta efeméride  que ao final apresenta idéias para um possível Decreto de sua oficialização e subsídio governamental, tarefa solicitada o seu estudo de viabilidade a seu patrono de cadeira em vida, o Coronel  Jarbas Gonçalves Passarinho com grande experiência no exercício de expressivas funções executivas  e legislativas. E desta idéia depende o futuro de nossa Academia de História Militar Terrestre Brasileira que comprovou o que de útil e relevante realizou de desenvolvimento da História Militar Terrestre Crítica de nossas forças terrestres.

Para finalizar vale comparar os esforços paralelos do Clube Militar e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

O Clube representa a resposta política da Família Militar a questões que a atingem.

E a Academia representa respostas históricas a manipulações e deformações políticas de nossa História, tão comuns e dominantes nos dias atuais e que ela procura responder em seus sites pela Internet, já que a mídia nacional expressivamente não lhe concede o direito de resposta ou do contraditório um pressuposto da Liberdade de Imprensa.

Enfim eles respondem e debatem sobre temas relevantes que afetam a imagem das Forças Terrestres, as quais seus membros do serviço ativo não podem vir a público para responder. E o Informativo O Guararapes 48 da exemplos desta luta, com o a presença da Academia na Câmara Federal, em Simpósio sobre Canudos onde defendeu a participação do Exército, de 13 policias militares sob o argumento de que eles não iam a lugar nenhum se não fossem a isto ordenados pelo poder civil . E foi o que então aconteceu ! Obrigado pela atenção e um convite para que participem e prestigiem a Academia de História Militar Terrestre do Brasil 

Em tributo a Hierarquia e a Disciplina fundamentos do ordenamento jurídico brasileiro, convido em nome da AHIMTB, o Exmo Sr Te Brig Otavio Júlio Moreira Lima presidente de Honra da presente seção com a mais alta autoridade presente

 a encerrar a presente seção comemorativa dos 10 anos da nossa AHIMTB.

Trabalho ordenado pelo Websiter da AHIMTB  CF Carlos Norberto Stumpf Bento e Grande Colaboradar da AHIMTB

O presente conjunto foi colocado nos seguintes sites

Em Artigos em www.resenet.com.br/users/himtb.

Em História na Revista Eletronica do site www.militar.com.br

Em Caserna no site www.resenet.com.br .

Foi despachado para diversos membros da AHIMTB, via Internet

Foi colocado nas Memória do Cel Bento 4ª parte 1955/66 e Gravado pelo Cel Bento em CD e finalmente impresso colocado no Volume nº 38 de Posses na AHIMTB

Durante a sessão O Cel Bento fez as seguintes colocações;

1-    Ao ser mencionado pelo General Meira Mattos que o gaúcho de São Gabriel,Plácido de Castro conquistou o Acre, o Cel Bento observou que a conquista do Amapá, por laudo arbitrai  muito se deve ao diplomata brasileiro filho de Jaguarão –RS,Joaquim Caetano da Silva que escreveu o livro L,Oyapock et L, Amazone. E que agora eram um gaúcho de São Leopoldo, o gen Lessa que liderou campanha contemporânea de conscientização nacional sobre a importância da Amazônia e sobre as ambições internacionais sobre ela, no que acreditamos o gaúcho Cel Gélio Fregapani, de Taquari se apaixonou com este problema e nele se envolveu a fundo e escreveu livro A Verdade que poucos conhecem . Companheiros e conterrâneos cujas luta me inspiraram a escrever meu livro Amazônia Brasileira-Conquista, consolidação e manutenção História militar Terrestre da Amazônia 1616-2004. Seguramente seja influência atávica das lutas no Rio Grande conta espanhóis e seus descendentes de 1680 a 1870, por quase dois séculos.

2-    Sobre o General Hélio Ibiapina Lima, recordamos que o havíamos conhecido em 1941, fazia 64 anos, quando instalou sua residência do 1º Batalhão Ferroviario em Canguçu, no fundo da chácara de minha avó materna. Isto no contexto da construção da Ferrovia Canguçu- Pelotas .E que ele fora meu mestre de natação no estilo Crow Australiano, numa represa no fundo das terras de minha avó a qual depois muito ampliada abastece a cidade.E que no local onde construiu sua morada junto com tenente Cicero Saquini, hoje se ergue Ginásio Esportivo Municipal que leva o nome de meu pai Conrado Ernani Bento. E foi próximo dali que mais tarde ao casar ele teve a sua lua de mel.

Curriculum 
Vitae

 


Autor: Cel Eng QEMA Ref Claudio Moreira Bento
 


Última alteração em 07-05-2006 @ 07:24 pm

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