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O Fosso
Inserido por: ACMA
Em: 10-01-2008 @ 04:17 pm
 

 

Alexandre Maximo Chaves Amendola – Major Art QEMA

(1963)

 

Três vezes dez vezes dez vezes dez!

Três mil!

Três mil cavaleiros sôbre três mil cavalos!

Três mil espadas... três mil lanças

de lâminas pesadas e pontas cintilantes!

A frente de todos, o valente dos valentes:

O bravo Coronel MARCÓ!

 

         O Exército Guaraní está todo reunido.

         Está preparado!... Só tem bravos!

         O Exército Aliado?

                            - Está desprevenido,

         Acampado na grande clareira

                            DE TUIUTI.

         A ordem é “estourar” por dentro dêle.

         E tudo arrazar, a ferro, fogo e sangue!

 

                   À frente da clareira (é fácil ver)

                   Está apenas a tropa brasileira

                   do 1o Regimento de Artilharia a Cavalo...

 

         Que ansiedade pelo momento da “carga”!

         Do toque de “deguelo”! de a todos degolar!

         Entrar no acampamento e tudo destruir!

         A começar pela tropa tão pequena

         Que ali está, na entrada:

         Quatro vezes dez vezes dez... (quatrocentos)...

         do 1o Regimento de Artilharia a Cavalo.

 

MAS... O FOSSO!...

Chegou o momento: toca o clarim: “GALOPE”!

À luta companheiros! Seguir a direção

da espada de MARCÓ!

Somos tantos... tantos... tantos... TANTOS...

Que a terra trepida, sob os cascos, num trovão!

Um grande alarido de entusiasmo, e vamos contra

O 1o Regimento de Artilharia a Cavalo!

 

                  

 

                              MAS... O FOSSO!...

 

         Quantos metros faltam?

         Dez vezes dez... cinco vezes dez... três

         vezes dez... DUAS VEZES DEZ!

         Ai! Que é isto!?!?

 

                            O FOSSO!

 

                   Emborcam dentro dêle as primeiras filas!

                   Que horror! As outras vão por cima!

                   Que horror!

                   Mas... e agora?... O que é isto?

                   Um trovão medonho, maior que os dez mil cascos!

                   maior que os nossos gritos!

                   Maior que o estralejar

                   Dos tiros de quarenta mil fuzis??...

                   - Atiram, ao mesmo tempo, todos os canhões

                   do 1o Regimento de Artilharia a Cavalo!

 

 

         - E... O FOSSO!...

 

- Que horror! Quanta morte! Quanto sangue!

- Morreu o meu cavalo... E o dele... O dele... O dele...

- Morreu o Capitão! O Tenente! O Sargento!

- Quantos gemidos vêm vindo de dentro

         - DO FOSSO

- E êste trovejar medonho, atróz, interminável,

do 1o Regimento de Artilharia a Cavalo!

 

         De novo carregar! De novo! De novo!

         Duas vezes... cinco vezes... dez vezes! Duas vezes dez!

         Vai e volta! Vai e volta... vai e volta...

         - Que horror! Que mortandade! Já somos poucos!

         - Morreu o Major! Morreu o Cabo! Morreram dois mil e quinhentos companheiros!

         Que ficaram...

                            NO TERRÍVEL FOSSO

         do 1o Regimento de Artilharia a Cavalo!

 

                   Aquêle trovejar medonho não cessou

                   Aquêle relampejar terrível não parou

                   Até que naquele FOSSO enterrou

                   O sonho do tirano... de dominar o BRASIL!

Não conseguimos, por ali, entrar em TUIUTI!

Entraram, sim... mortos,... os meus companheiros

                   PARA O FOSSO

do 1o Regimento de Artilharia a Cavalo!

 

 


Última alteração em 10-01-2008 @ 04:17 pm

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